7 de novembro de 2016

Respiração a Chama da Vida

Respiração a chama da vida

Além de acalmar e promover o relaxamento, respirar bem ajuda a prevenir doenças, a reduzir o estresse, a pensar com mais clareza, sendo uma importante aliada para pessoas com dificuldades de concentração e memória.

Auxilia ainda no tratamento de indivíduos que apresentam hipertensão arterial, fadiga, exaustão, palpitação cardíaca, ansiedade, insônia, dores musculares e depressão. Enfim, são múltiplos os benefícios para a nossa saúde e bem-estar.
Wilhelm Reich, o pai da psicoterapia corporal, constatou que ao contrair a musculatura e diminuir a respiração, diminuímos também a nossa sensação a fim de não entrarmos em contato com questões dolorosas e traumáticas. Uma vez que com a amplitude da respiração, experimentamos a intensidade de nossas emoções. Assim, enquanto a respiração total permite o contato mais profundo com os nossos sentimentos, a respiração superficial pode refletir o desligar das emoções, do fluir natural da energia vital no corpo.
A boa respiração é essencial a uma saúde vibrante. Através da respiração, conseguimos o oxigênio para manter aceso o fogo do nosso metabolismo, e isto nos assegura a energia de que precisamos. Inspiramos oxigênio e expiramos gás carbônico, o oxigênio entra pelos pulmões e precisa chegar em todas as células do corpo, as células precisam de oxigênio para produzir energia. É importante inspirar com consciência, presença e abertura. Expirar é esvaziar, é o movimento de troca, é deixar sair, é libertar o próprio calor.

Conter a respiração diminui a oxigenação e afeta todo o metabolismo. Implicando numa redução da circulação sanguínea que altera a oxigenação dos tecidos, enrijecendo-os e gerando bloqueios.

A respiração não é algo de que deveríamos estar conscientes. Um animal ou uma criança pequena respira corretamente e não precisa de instrução nem de ajuda para fazê-lo. Os adultos, no entanto, tendem a apresentar padrões desorganizados de respiração, devido a tensões musculares crônicas, que distorcem e limitam sua respiração.

A grande maioria das pessoas respiram superficialmente a maior parte do tempo, como meio de se proteger de sentimentos que não querem experimentar, e fazem isso inconscientemente é claro.

O padrão de respiração relaxada (quando a pessoa não se encontra em estado de grande esforço ou forte emoção) é para baixo e para cima na inspiração (inalação de ar). O diafragma se contrai e desce, permitindo a expansão dos pulmões quando eles inflam. Esta é a direção de menor resistência para a expansão dos pulmões. O abdômen se alarga através de um movimento para fora das paredes do mesmo, para dar espaço ao movimento descendente dos pulmões. A contração do diafragma também levanta as costelas inferiores, cujo movimento é acompanhado pela contração dos músculos intercostais (aqueles que ligam uma costela a outra). O peito também se expande para fora neste processo, entretanto a respiração relaxada é predominantemente abdominal, não tanto torácica. Nesta respiração, a pessoa toma o máximo de ar para um mínimo de esforço.

Nas abordagens da psicologia corporal o objetivo não é uma experiência religiosa ou mística, mas sim ajudá-lo a ter mais vitalidade e a conscientizar-se mais de si e do outro. O nosso enfoque, portanto, recai sobre a respiração natural, a respiração que é fácil, profunda e espontânea. Não se trata de fazer você respirar, mas de deixar que você respire. Todo distúrbio da respiração natural é devido a padrões inconscientes de contenção ou tensões musculares.

Por conseguinte, o conhecimento de técnicas específicas de respiração pode se tornar um excelente recurso para a transformação de estados mentais, e para o desenvolvimento de qualidades psíquicas novas.

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